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| Foto: SXU |
Balé, natação, judô... Mais cedo ou mais tarde, a gente se vê
às voltas com aulinhas de todo tipo. Claro, ninguém discute a importância de
mexer o corpo para o bom desenvolvimento dos pequenos (até porque não é nada
saudável ficar um período inteiro em casa todos os dias onde a tentação da TV e
de todos os Iqualquer coisa é grande). Mas tudo depende da idade! Nada de
forçar a barra e antecipar atividades.
“É preciso conhecer e respeitar o
estágio de desenvolvimento motor da criança”, ensina a educadora física Juliana
Freitas, da MJ Personal Trainers, que lançou um programa de atividade física
bem bacana especialmente focado nos pequenos. “Há atividades diferentes para as
diferentes faixas etárias”, esclarece ela.
Apesar do malabarismo
que significa matricular três filhos em três atividades diferentes em dois
períodos opostos, faço questão de despertar e incentivar o gosto pela
atividade física desde cedo. Quero que um dia eles tenham uma atividade para chamar
de sua – e que isso seja parte de uma rotina saudável, não uma penosa obrigação Por enquanto, a mais velha e o mais novo curtem qualquer diversão nas quadras. Já a do meio se encontrou na dança.
Veja aqui a melhor atividade para cada faixa etária:
Dos 2 aos 5 anos
Nesta fase a criança está
desenvolvendo habilidades como a coordenação motora grossa, a orientação
espaço-temporal, o equilíbrio e o ritmo, entre outras. As atividades ideais são
brincadeiras e jogos que estimulem a psicomotricidade e o conhecimento de seu
próprio corpo. Elas também devem servir de ferramentas para socialização.
Atividades mais indicadas: jogos com bolas, canções que envolvam o toque das
mãos nas diversas partes do corpo, movimentos de girar, abaixar, subir e
correr, rastejar, pular. Se você optar por já colocar em aulinhas de balé ou natação, por exemplo, observe se elas são bem lúdicas.
Dos 6 aos 7 anos
O treinamento ainda não deve ser levado a sério,
mas é nesta fase que procura-se desenvolver o
maior número de habilidades na criança. É hora de experimentar todos os esportes
possíveis. É aqui que a criança aprende a viver em grupo e passa a relacionar
suas capacidades físicas motoras (força, resistência e velocidade) com as
chamadas capacidades físicas coordenativas, que são o equilíbrio e a noção de
distância, aliadas à flexibilidade.
Atividades indicadas: jogos que utilizem essas
habilidades e todos os esportes. Mas atenção: eles devem ser encarados como
meio de experimentar e praticar a velocidade, a força, o equilíbrio e a flexibilidade
- e não como um fim em si.
Entre 8 e 11 anos
Estimule jogos e brincadeiras que envolvam, além
do esforço físico, estratégias e raciocínio mais elaborado, como xadrez,
mímicas, entre outros. As crianças também devem participar de atividades que as
façam raciocinar rapidamente, como passar a bola e chutar para a pessoa certa,
correr e esperar o adversário.
Depois dos 11 anos
É a fase da iniciação esportiva. Nesta idade a
criança adora viver em grupo, por isso vale estimular os esportes coletivos. Fique atento à modalidade que a criança mais curte para incentivar sua prática. “Os pais devem procurar qualquer atividade
que a criança se identifique, mas jamais devem se preocupar com competições e
resultados. Vale lembrar que seu filho ainda é uma criança e não um atleta
profissional. Se os treinos não servirem para que ela alcance grandes
performances, pelo menos podem torná-la mais saudável física e mentalmente”,
lembra Juliana.
E a musculação, onde entra?
Essa, só depois dos 12, mais ou menos, quando os hormônios já entraram em ação deixando ossos e músculos prontos para essa prática e a consciência corporal é maior. Ah, mas sempre com orientação! (aliás, a Ju me contou que essa atividade está entre as campeãs de preferência nessa idade, perdendo só para o futebol e a dança...)
Um beijo,
Gabi