quinta-feira, 6 de junho de 2013

Sentimento de criança é coisa séria




Cieleke/SXC
Na semana passada uma amiga me contou uma história que não me sai da cabeça. Tudo começou quando o filho dela de cinco anos quebrou um brinquedo e ficou muito triste. Ela não pensou duas vezes e disse que aquilo não era razão para ele ficar tão chateado. E a resposta do pequeno fez a mãe perder o rebolado, pois ele disse que ela não manda dentro dele. 

Na hora me lembrei de uma entrevista com uma psicóloga que ouvi quando ainda estava grávida. Ela disse que temos mania de desvalorizar o que as crianças sentem e que isso pode ser notado em fatos muito simples, como quando elas caem e choram e a os adultos sempre respondem: já passou! Mas quem sabe se ainda está doendo ou não é ela e que o correto seria a gente mostrar interesse e fazer algo para amenizar o desconforto, mesmo que seja dando colo ou um abraço.

Por causa disso eu sempre presto atenção quando a Isabela me conta ou demonstra de que está sentindo alguma coisa. E, de acordo com a minha conversa com a psicóloga Paula Pessoa, da USP, estou no caminho certo. “É muito importante ensinar para os pequenos desde cedo a respeitar os seus sentimentos, para que eles aprendam a respeitar também os sentimentos dos outros.” Outro ponto importante é que precisamos ajudar a criança a nomear e descrever os sentimentos. Assim, ela vai saber identificá-los quando eles aparecerem e vai ser mais fácil ir aprendendo a lidar com cada um deles. 

Beijos,

Tatá

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Criança com o colesterol nas alturas?

Foto: MsDotty/SXC
Vai longe o tempo em que medir colesterol era coisa de gente grande. Infelizmente, a molecada de hoje não tem se saído tão bem nos tais exames. Não dá para apontar um único vilão nesse enredo perigoso, mas o aumento dos casos de obesidade infantil sempre dá algumas pistas.

O assunto veio à tona no XXXIV Congresso da SOCESP – Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo que aconteceu no último final de semana de maio. Passei por lá e espiei algumas palestras. Durante a aula da nutricionista Ana Maria Pita Lottenberg – considerada uma das maiores autoridades em gorduras do país – alguém perguntou sobre o uso de suplementação de ômega-3 para reduzir os níveis de colesterol na criançada. Ana respondeu que existem situações e situações, mas que antes de qualquer medida, vale dar uma bela analisada na despensa e avaliar o que os pequenos andam saboreando.

Essa simples indagação me forçou a fazer uma verdadeira varredura nos armários e na geladeira aqui de casa. E você já prestou atenção nisso?

Especialistas afirmam que trocas simples no dia a dia são muito eficazes na proteção às artérias. Substituir pães e massas feitos com farinha refinada pela versão integral é sempre uma boa pedida. Incluir mais peixes no menu é mais uma decisão saudável.

Botar frutas no cardápio em vez de bolacha recheada é outra atitude bacana. Nesse caso, saia da mesmice, leve seu filho para um hortifrúti e peça ajuda para escolher novidades e encher a fruteira. Não se esqueça de caprichar na variedade de hortaliças também.

E no supermercado, lembre-se de observar os rótulos com cuidado e enfiar no carrinho itens menos açucarados e gordurosos. Fuja de produtos que ainda carregam a gordura trans.

O coração vai bater feliz!

Beijim.


Reg

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A importância da rotina


Confesso que sempre fui fã de rotina para os filhos, de ter hora mais ou menos prá tudo. Para mim, trata-se, acima de tudo, de uma questão de saúde mental: além de facilitar as tarefas com as crianças, me ajuda a tentar encaixar minha própria vida dentro da delas.

Mas sei também que estabelecer horários pode ser algo bem estressante, dependendo de como a coisa se instala. Acontece que a falta de rotina pode chegar a extremos nada saudáveis. Já vi casos de deixar os cabelos em pé que ajudam a entender por que a pessoa enlouquece quando tocar o dia-a-dia se torna uma missão quase impossível.

É o menino de dois anos que, segundo os pais, não dorme cedo de jeito nenhum mas que pode tirar um cochilo às seis da tarde e à meia-noite brincar de pega-pega pela casa. Juro. Ou a criança que dormiu até lá pelos cinco anos com a mãe, assistindo TV até de madrugada, mamando a qualquer hora (sim, isso mesmo) e acordando depois do meio-dia. Agora não consegue se adaptar aos horários impostos pela rotina escolar.

Os horários não surgiram do nada: a gente tem um relógio biológico que regula várias funções do organismo, como sono e fome. Esse ciclo comanda nosso metabolismo para que tudo funcione direitinho. A produção de certos hormônios, como o do crescimento, e alguns processos essenciais, como a renovação celular, por exemplo, só ocorrem à noite, durante o sono profundo. E aí não adianta dormir de dia para compensar. É por essas e outras que não dá prá deixar o caos se instalar na vidinha da criança.

De pequenino se endireita o pepino...

Estabelecer uma rotina desde cedo ajuda mamãe e bebê. No recém-nascido, não se costuma fixar horários para as mamadas, mas sim intervalos (entre duas horas e meia e quatro horas entre mamada e outra). É só lá pelos 3 ou 4 meses do idade que o bebê vai entrar no ritmo noite-dia.

Para o pequenino, a rotina é importante porque ajuda a antecipar situações, a prever o que vai acontecer. Isso tudo traz segurança. Quando ele não sabe se é hora de dormir ou de comer, se está no berço para brincar ou para descansar, ele fica sem referências e não sabe o que fazer. Resultado: muito estresse para mãe e filho.

Se isso for combinado desde cedo, tudo fica mais fácil. E quando a “adolescência parte um” se instalar junto com os ataques de birra, lá pelos dois anos de idade, é você quem vai a-do-rar ter sua vida organizada. Será uma coisa a menos para se preocupar.

Mas cuidado com as neuras! Até o bebê tem direito a ter sua rotininha bagunçada quando viaja, vai prá casa da vovó ou se a madrinha resolveu comemorar o aniversário bem na hora de ir prá cama. Fique sossegada: ele vai saber que, ao chegar em casa, tudo volta a ser como antes.

beijos,

Gabi

quarta-feira, 29 de maio de 2013

É brincando que se aprende...

No começo eles se esticam prá pegar algum brinquedo no berço, lambem as mãozinhas, chupam mordedores. Depois se arrastam atrás de um boneco no chão ou se concentram sobre uma migalhinha de pão...Mais tarde puxam brinquedos, chutam bola, se enrolam numa toalha e voam pelos sofás...

Eles estão brincando, é verdade. Mas também estão...

...investigando e conhecendo o mundo
...aprendendo sobre as coisas e sobre as pessoas
...aprendendo a lidar com sentimentos
...elaborando situações difíceis
...desenvolvendo a imaginação e a criatividade
...usando suas habilidades para entender a realidade
...se identificando com papeis (ao imitar tarefas dos adultos, por exemplo)
...desenvolvendo a cognição, já que os estímulos favorecem conexões no cérebro
...enfim, fazendo seu grande ensaio prá vida adulta

Quanto mais a criança usar todos os sentidos para explorar o mundo, mais ela se enriquece. E quanto mais ela cresce e se desenvolve, mais tira proveito das brincadeiras - o que a ajuda....a se desenvolver mais ainda!

Aproveite o feriado prá curtir aqueles momentos deliciosos que passam batido na correria da semana...sentar no chão e brincar de massinha, montar um quebra-cabeça, desenhar, organizar o chá de bonecas ou a cidade dos carrinhos..e também rolar na grama, se esbaldar no tanque de areia ou dar uma volta de bike com as crias. E à noite, que tal fazer aquele acampamento na sala que eles estão pedindo há tempo?

Só não vale fazer desses momentos um aprendizado formal! A brincadeira não tem que ter um
objetivo, ela é um fim em si mesma, lembra a psicanalista Vera Ferrari, presidente do
departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo e diretora do serviço
de psiquiatria e psicologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da USP.


Beijos e ótimo feriado recheado de brincadeiras! 

Gabi

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Para não enlouquecer no restaurante

Quem nunca passou por perrengues ao sair para comer com crianças pequenas? Já suei frio muitas vezes, mas vivi uma situação que até hoje considero imbatível. Há dois anos, estávamos em um restaurante e meu filho mais novo, o Tiago, simplesmente mordeu uma taça! O danado chegou a cortar a boca, o que tirou o apetite de todos, mas, para nosso alívio, o caco de vidro foi encontrado, ou seja, nada foi engolido, ufa!

         A partir desse dia sempre que ele quer beber algo nós pedimos um copo bem reforçado. Foi a primeira lição.

         Apesar dos sufocos, sei o quanto vale a pena levar os moleques para fazer refeições fora de casa. Além de ser mais uma ocasião para reunir a família em torno da mesa, o restaurante ajuda na aceitação de ingredientes diferenciados. Os cogumelos são adorados pelos meus filhos graças aos estabelecimentos japoneses. Especialistas contam que certas crianças aceitam melhor alimentos quando estão em ambientes novos. Eis a chance para mostrar uma verdura que tem sido rejeitada na sua cozinha.

         Se você faz parte da turma que anda com medo de sair, talvez as próximas dicas possam ser úteis.

         Para não correr riscos de mordidas em taças e afins, preste atenção aos utensílios. Canudos são bem-vindos. Muitas vezes, o copinho com bico, levado de casa, é a melhor opção para evitar encrencas. Isso, claro, para os mais novinhos. Talheres de sobremesa costumam ser perfeitos para bocas minúsculas.

         Também é fundamental checar antes se o local possui cadeirão, assim o pequeno poderá interagir e observar os bons exemplos.

         Um macete que dá um chega-pra-lá nas manhas e choradeiras é adequar a saída aos horários da criança. Que tal uma sonequinha antes? Lembre-se: sono e cansaço acabam com o bom humor dos menores e, óbvio, dos maiores.

         Veja ainda se o restaurante é realmente apropriado para a criançada. Certifique-se de que o ambiente oferece segurança caso eles queiram andar ou dar aquelas corridinhas. Sem contar que alguns casais não desejam passar o jantar em meio a um clima, digamos, infantil. Uma pitada de bom senso cai bem.

Beijim.

Reg


         

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Querida, engordei as crianças! (10 pecadinhos que todo mundo comete, mas que não podem virar hábito)

Nunca antes na história deste País se viu tanta criança rechonchuda. Os números da obesidade infantil são alarmantes, mas não precisa ser médico pra se assustar: basta prestar atenção nos parques, piscinas, praias. Barriguinhas escapando da camiseta, pernas e bracinhos roliços, dobrinhas em excesso... Há algo de peso no ar. E a gente fica se perguntando de onde vêm tantas gordurinhas, já que o que não falta no mundo de hoje é informação sobre alimentação saudável.  

Para nós, é claro que criança tem direito a indulgências, sim. A comer brigadeiro em festa. A tomar refri vez ou outra. A se deliciar com sorvete. Enfim, a ter vida de criança. A infância não é o momento de ficar escravo das calorias, de pensar em dieta e de radicalizar cortando itens do cardápio. O X da questão é o excesso, ou seja, quando essas indulgências viram hábitos – e hábitos quase diários...Aí a soma desses pecadinhos se instala nas dobrinhas.

Veja 10 hábitos que pesam na balança dia após dia:

1. O reino do macarrão. Tudo bem, a gente sabe que criança adora e também precisa das massas para garantir a dose de energia. Mas sem exageros, por favor! As calorias não podem vir só daí. O excesso de carboidratos vira depósito de gordura. A dieta deve ser equilibrada, em proporções adequadas. Ao longo do dia, as massas e afins devem representar só metade das calorias (cerca de 50% a 55%). O restante deve vir das proteínas (10% a 15%) e da gordura, com 25% a 30%. (sim, ela também tem sua função no organismo. Não dá prá simplesmente eliminar da dieta). Por isso nada de exagerar na dose desse nutriente à mesa. Macarrão, arroz, purê de batata e maionese, tudo ao mesmo tempo agora não dá.

2. Excesso de lanches trash, o que inclui salgadinhos industrializados, bolinhos prontos, bolachas recheadas etc. Vez ou outra tudo bem. Mas não prá ficar de consciência tranquila só porque caprichou no almoço e no jantar e rechear a lancheira de tranqueiras todo santo dia. É gordura que não acaba, ou melhor, que acaba nas dobrinhas.

3. Excesso de suquinhos prontos. A maioria das marcas está lotada de açúcar, sabia dessa? Para piorar, grande parte tem muito sódio. Se for utilizá-los, prefira as marcas sem açúcar. Se der, tente priorizar o suco natural. Ele estraga com a exposição à luz, mas isso pode ser contornado com uma garrafinha daquelas opacas, de metal

4. Tranqueiras ao alcance das mãozinhas. Como anda sua despensa? As bolachas recheadas, salgadinhos e afins estão à disposição? A criança vive petiscando essas guloseimas? A gente não percebe, mas de beliscada em beliscada a gordura se instala. Do ponto de vista nutricional, as guloseimas geralmente têm excesso de gorduras e calorias e deficiência de vitaminas e minerais. Para piorar, elas estimulam a comer por impulso, o que favorece um hábito prá lá de ruim

5. Doces como sobremesa dia sim, dia também. Prefira frutas ou gelatina.

6. Adoçar sucos e achocolatados. Dá-lhe calorias desnecessárias. Sem falar que isso acostuma o paladar a exigir cada vez mais doçuras

7. Liberar geral (mesmo) no fim de semana. Tudo bem fazer a festa nos fast foods da vida ou na pizzaria. Mas não tudo ao mesmo tempo e sempre, por favor. Enfiar a perna inteira na jaca acaba com todo o esforço de uma alimentação saudável durante a semana.

8. Para os mais novinhos, dar leite e leite e mais leite sem muita rotina mesmo quando o bebê já almoça e janta papinhas. Trocar a refeição pelo leite também leva à carência de nutrientes

9. Engrossar a mamadeira com coisas como maisena e farinha láctea. A menos que o pediatra tenha dado essa orientação.

10. Apresentar muito cedo guloseimas como bolachas recheadas ao bebê. Não existe uma idade ideal para a criança começar a comer bolinhos, bolachas e beber refrigerantes. Mas pelo menos espere a idade escolar, quando surgirem as primeiras festinhas de aniversário! 


* Com a ajuda da nutricionista Claudia Mendonça, da Clínica Bodyhealth, de São Paulo

beijos e bom apetite!

Reg, Tatá e Gabi

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Senta que lá vem a história

Eu adoro ler. E tenho percebido que esse hábito, que eu considero muito importante para ajudar na escrita e para estimular a imaginação, está entrando em extinção, principalmente entre as crianças. Por isso sempre tive a preocupação de estimular esse gosto na Isabela, mesmo quando ela era bem pequena. Mas eu sempre ficava na dúvida pensando se deveria ler a história para ela, se poderia deixar ela manusear o objeto sozinha, se deveria permitir que ela inventasse uma nova baseada nas ilustrações... Além disso, tinha dificuldade para escolher a publicação, pois aquelas específicas para a idade dela me pareciam meio bobinhas. 

Na época, resolvi conversar com uma amiga que é educadora. Ela me explicou que não é tão importante se ater à faixa etária para a qual o livro é indicado. Muitas vezes aquele que é feito para uma criança de 3 anos tem um enredo mais interessante e figuras mais atraentes do que os escritos para a turminha com menos de 2. E eles podem ser lidos sem problemas pelos menores. Mas é importante que os pais chequem o conteúdo antes de entregá-lo para o pequeno.
 
          Outra dica preciosa que ela me deu é que não podemos forçar a relação entre a criança e o livro ou exigir que ela se comporte de acordo com as nossas expectativas, ouvindo a história inteirinha em vez de olhar as figuras e usar a imaginação, por exemplo, para fazer com que ela tenha vontade de repetir a experiência. Mas que de fato é muito importante mostrar para o pequeno que naquelas páginas pode haver coisas tão maravilhosas quanto as encontradas na tela de um tablet. Que tal escolher o próximo presente para o seu filho em uma livraria?

Beijos

Tatá