quarta-feira, 22 de maio de 2013

Socorro! Ele não quer comer!




Nem queira saber quantas vezes já fiquei à beira de um ataque de nervos diante de um pratão cheio e da recusa dos meus moleques. E olha que todo mundo diz que sou uma pessoa calma. Mas qual mãe não pira imaginando que o filhote pode adoecer quando não se alimenta direito, não é mesmo?

Se você também se descabela nessas situações, saiba que a aflição é muuuuuito comum por aí, inclusive o dr. Mauro Fisberg, pediatra e considerado uma das maiores autoridades no assunto, conta que trata-se da queixa número 1 nos consultórios.

O médico frisa que antes de qualquer julgamento é importante dar uma bela analisada no tamanho do prato e nas porções servidas ao pequeno. “Muitas vezes a criança até come bem e mesmo assim não atende as expectativas dos pais e dos profissionais que cuidam dela”, assinala. Pense se não anda exagerando.

Também é preciso descartar problemas que tiram a fome de qualquer um, caso de aftas e de resfriados.

Existem ainda aquelas fases em que a meninada simplesmente tranca a boca para tudo. Os experts chamam isso de neofobia, ou seja, o medo do novo. Quase todos, volta-e-meia, passam por algo assim e, na verdade, é um tipo de estratégia da natureza para evitar o consumo de venenos. Uma grande dose de paciência é fundamental aqui.  Caprichar na apresentação e no sabor da comida é a primeira estratégia. Temperos são bons aliados, só tome cuidado com os fortes e picantes, claro! Invente receitas, chame a turma para botar a mão na massa. Abuse da criatividade. Ah, só não vale recorrer às formulas que prometem abrir o apetite ou dar suplementos vitamínicos sem orientação. Fale com o pediatra. Afinal, cada caso é um caso. 

Por fim, Fisberg enfatiza que jamais se deve forçar, brigar ou oferecer recompensas.  “Uma atitude neutra é sempre bem-vinda”, revela. Não caia nas ciladas de obrigar o coitado a raspar o prato ou comer comida fria. Conte até dez, converse com a criança e procure entender o que há de errado. Será que o “papá”  está saboroso mesmo ou é uma verdadeira gororoba?

E nunca se esqueça de estabelecer limites, sem perder a ternura jamais.

            Bem, esse é só um primeiro capítulo dessa novela, vamos continuar com o assunto, fique tranquila.

            Beijim e boa sorte.

            Reg




terça-feira, 21 de maio de 2013

Vale a pena investir em ensino bilíngue?



Quando a Isabela estava prestes a completar 2 anos, achei que tinha chegado a hora de matriculá-la em uma escolinha. Na época, sugeriram optar por uma bilíngue. No começo fiquei receosa, pois me incomoda muito o fato da maioria das pessoas não falarem e muito menos escreverem o próprio português direito, imagine aprendendo duas línguas ao mesmo tempo! Mesmo assim, conversei com a diretora de um estabelecimento desse tipo que fica bem perto da minha casa e ela me explicou que as crianças são alfabetizadas primeiro em português e, só depois, aprendem a ler e escrever na segunda língua, o que ajuda a evitar confusões. Hoje, quase um ano depois, acredito que fiz a escolha certa, pois a Bebé fala e entende muitas coisas em inglês, deslanchou no português – quando ela começou a frequentar as aulas era difícil entender o que ela estava querendo dizer – sem misturar as duas línguas e fica muito feliz quando chega a hora de colocar o uniforme e pegar “a bag”.

Mas para ouvir a opinião de uma pessoa neutra, fui conversar com a Jéssica A. Fogaça que é psicóloga especializada em comportamento infantil e aprendizagem. Ela me explicou que a vantagem do ensino bilíngue é que os pequenos entram em contato com o segundo idioma de maneira bastante natural e que começam a achar normal usar as duas línguas. Mas ela alertou que antes de qualquer coisa é necessário checar o método de ensino do estabelecimento, se os professores de fato são fluentes nas duas línguas e se têm boa didática. Além disso, é preciso acompanhar de perto o desenvolvimento do pequeno para ver se ele está lidando bem com essa dinâmica e, diante de qualquer dúvida, pedir ajuda especializada - dentro e fora da escola. Por isso, se essa for a sua opção, fique atenta a esses detalhes para tirar todo proveito da escolha.

Beijos,

Tatá

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Driblando o dia da tranqueira, ops...da comprinha



Algumas escolas inventaram o tal do “dia da comprinha”. É assim: os pais dão uns trocados prá criança e ela complementa o lanche escolhendo o que quiser na lanchonete (prá ensiná-las a lidar com o dinheiro diante de uma prateleira cheia de opções). Na escola dos meus filhos tem isso aí e chegou a vez do meu caçula. Eis minha negociação:

- Filho, com as suas moedinhas você pode escolher ou uma salada de frutas, ou uma fruta, ou um pão de queijo ou um suquinho...O que você prefere?

(pausa e silêncio)..... – Mãe.....e se eu, assim, sem querer, comprar...tipo... bala?

Logo percebi a roubada: o tal dia da comprinha estava fadado a virar o dia da tranqueira. Minhas propostas saudáveis iam perder feio competindo com tantos doces e guloseimas. Foi aí que lembrei da pipoca. E que ela poderia ser uma saída honrosa, afinal tem fibras de montão e, por isso mesmo, é considerada por muitos experts uma boa aliada do intestino.

Aliás, já tem pesquisa mostrando que ela reúne uma penca de substâncias antioxidantes, aquelas queridinhas capazes de proteger nossas células de uma porção de encrencas.

Deu tudo certo. E meu moleque nem percebeu que anda levando lebre por gato – ou melhor, uma bela porção de milho transmutada em guloseima.

Nós vamos continuar falando de lanche saudável logo mais, com dicas de como turbinar a lancheira com opções saudáveis e deliciosas aos olhos dos nossos pequenos. Se você tem alguma dica, compartilhe com a gente. Vamos somá-las às nossas!

Beijocas,

Gabi (com uma ajudinha da Reg!)


sexta-feira, 17 de maio de 2013

A coerência foi dar uma voltinha...


Meu filho me saiu com esta assim que desceu da perua escolar: “Mãe, hoje aprendi sobre o trânsito... e vi que você faz uma coisa muito errada!!! Você passa no sinal vermelho...”

Meodeos!!! Fiquei vermelha. E muda. Para um menino de cinco anos, não faz mesmo o menor sentido a equação “condições de tempo e trânsito em São Paulo versus correria em que a gente se mete por vontade própria”. Nem que isso faz qualquer um decretar que o amarelo é verde (e se fechar, fechou), atender uma chamadinha no celular ou até furar o rodízio (tá, esses são os meus pecadinhos...).

A gente sabe que, de verdade, o exemplo é mais forte que qualquer palavra. Acontece que, na hora de chamar a atenção, é fácil soltar rapidinho um “já cumprimentou a fulana?” “Como é que se diz mesmo?” “Não faz cara feia!” “Divide com o amiguinho!” “Não briiiiiigueeeeem!”. Mas quem é que chama a atenção dos pais quando eles se esquecem de dar bom dia pro vendedor, não dizem obrigado pro porteiro, economizam nos sorrisos ou dão aquela reclamada básica se o carro da frente não andou rápido o suficiente? (Isso prá não falar de coisas ainda menos nobres, mas cada um que faça seu próprio juízo...).

Pois é. Prá mim, o grande desafio da maternidade MESMO é praticar todos os dias o exercício da coerência. Ser o exemplo que eu quero que meus filhos tenham e não o que nosso instinto mais primitivo de sobrevivência nos leva a ser se a gente se descuidar. E simbora fazer cada dia melhor do que o anterior!

Beijos coerentes a todos!

Gabi

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A mamada da madrugada e suas implicações...

Foto: Marly Pereira

Atire a primeira mamadeira quem nunca, nunquinha, consolou choros na madrugada com uma boa dose de leite. E não estou falando aqui dos bebês pequenos, que mamam a cada três ou quatro horas, 24 horas por dia.

Essa mamada costuma virar um problema (para mãe e filho) justamente quando os filhotes não precisam mais dela, coisa que acontece lá pelo quarto mês de vida. Nessa fase, o período de sono noturno vai se estendendo e o ritmo do bebê começa a se aproximar mais do ciclo noite/dia. Quando a criança começa a fazer intervalos  maiores entre as mamadas, de sete ou oito horas, é sinal de que ela pode passar sem essa da madrugada. 

Mas, como o negócio nunca é tão fácil e natural quanto nos compêndios de pediatria, o bebê continua acordando no meio da madrugada. E a gente continua achando que o choro é fome – principalmente porque os outros itens do check-list costumam estar ok (fralda suja, frio, calor). A grande verdade por trás do chororô noturno é bem mais simples: ele quer a mamãe. Só isso. (Eu, com meus quase onze anos de maternidade, nunca tinha ouvido isso assim, com todas as letras).

E daí que muita gente se esquece desse item (ou ignora, ou não percebe, ou simplesmente não acredita. Ou então sabe de tudo isso mas apela pro clássico sossega-leãozinho pra ele voltar a dormir). E dá-lhe leitinho.

Essa saída tem lá seus poréns. Primeiro: seu bebê vai aprender rapidinho que basta abrir o berreiro para as coisas que ele mais gosta se materializarem na sua frente (mamãe e peito, ou mamadeira). Se bobear, esse hábito pode se instalar até beeeeeem depois do primeiro aniversário.  

A saúde do filhote também fica comprometida: a mamada fora de hora interrompe o sono, momento em que os hormônios do crescimento são secretados, e soma calorias desnecessárias. “É um jeito de criar uma criança baixinha e gordinha”, resumiu o pediatra Hany Simon Jr, do Hospital Albert Einstein.

Esse foi outro ponto que rendeu discussão no debate da Johnson`s, mas achei que valia a pena voltar a ele porque é uma realidade em muitas casas...

Beijos,

Gabi

P S: Eu não fiquei refém da mamada-calmante graças à minha pediatra. Mas não posso dizer que criar uma rotina de sono seja, assim, tiro-e-queda. Esse pode ser um looooongo aprendizado. As dicas (veja algumas aqui) ajudam, sim, mas nada como o tempo e a paciência prá tudo entrar no eixo. Boa sorte!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Fralda Justa no site da Revista Crescer!

Gente, hoje estamos no site da Revista Crescer, da Editora Globo, como blogueiras convidadas.

O texto tá bem bacana e fala sobre táticas para garantir uma alimentação saudável pros filhotes.

Dá uma olhada lá!

http://revistacrescer.globo.com/Blogueiros-convidados-de-maio/noticia/2013/05/quem-manda-no-meu-prato-sou-eu.html

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Impossível comer um só?


Um dos passeios prediletos dos meus filhos é ir ao supermercado com o vovô. Mas, cada vez que eles chegam da “excursão”, lá vem surpresa!

Outro dia, o Tiago, meu caçula, comprou um pote de castanhas-do-pará. Fiquei feliz pela ótima escolha, afinal elas carregam uma penca de substâncias benéficas, caso do selênio, mineral que reforça o sistema imune. O problema é que o moleque não conseguia parar de comer. Minha mãe ficou tensa achando que o exagero poderia desencadear um baita desarranjo. Com razão, já que além do precioso selênio, a iguaria soma gorduras e fibras, dupla conhecida por dar aquele empurrão ao trânsito intestinal.

Lembrei que, na cartilha da nutrição, um dos pontos principais é o equilíbrio. Não importa se o alimento está lotado de nutrientes, quando é consumido em excesso, o tiro acaba saindo pela culatra.

Conversei sobre isso com a Priscila Maximino, nutricionista e expert em alimentação infantil e, primeiro, ela me acalmou dizendo que seria preciso comer mais de meio quilo para surgir a dor de barriga. Ufa! 

Depois, me contou que o ideal é oferecer a quantidade certa para a criança, ou seja, nada de largar o pacote inteiro na mão do menino, como eu fiz, principalmente se for uma delícia. Inclusive, a dica vale para tudo quanto é tipo de comida. Lembre-se: o melhor é servir sempre em porções e assim evitar excessos. No caso de castanhas e afins, a sugestão da Priscila é dar um bocado do tamanho de um pires pequeno.


Aliás, a nutricionista elogiou a escolha do Ti e ainda comentou que o alimento é uma excelente opção para a hora do lanche. Desde que seja consumido na medida certa. Olha lá, hein?

Beijim, 

Reg